Este ano tinha
decidido aplicar a auto-vacina aos meus canários mas depois de conversar com
vários criadores e sem chegar a nenhuma conclusão sobre se devia ou não dar a
auto-vacina acabei por desistir pois uns eram favoráveis e outros desfavoráveis.
Acontece exactamente a mesma discordância quando se fala que na preparação das
aves se usam antibióticos como preventivos, uns defendem-nos acaloradamente
outros estão liminarmente contra. Pessoalmente acho que não se devem dar
antibióticos quando as aves se encontram em perfeitas condições de saúde. Não
faz sentido. É quase como nós ser humanos tomarmos um antibiótico, por exemplo;
para as dores de dentes sem que tenhamos algum problema dentário.
Como em equipa vencedora não se mexe vou utilizar, este ano, o mesmo método do ano anterior.
Um dos princípios que tento sempre manter é utilizar, sempre que possível, os produtos da mesma marca e/ou laboratório pois diz-me a experiência que um determinado produto pode não funcionar eficazmente sem outro da mesma marca e/ou laboratório. Procuro também fornecer aos meus canários produtos o mais naturais possíveis.
Ultimamente, e passe a publicidade, como estou utilizando os produtos da Zoopan, lembrei-me de lhes escrever no sentido de me esclarecerem sobre esta questão dos antibióticos, com que todos os anos os criadores se debatem remetendo-lhes no passado dia 11 de Dezembro o e-mail que de seguida transcrevo:
Exm.ºs Senhores;
Como em equipa vencedora não se mexe vou utilizar, este ano, o mesmo método do ano anterior.
Um dos princípios que tento sempre manter é utilizar, sempre que possível, os produtos da mesma marca e/ou laboratório pois diz-me a experiência que um determinado produto pode não funcionar eficazmente sem outro da mesma marca e/ou laboratório. Procuro também fornecer aos meus canários produtos o mais naturais possíveis.
Ultimamente, e passe a publicidade, como estou utilizando os produtos da Zoopan, lembrei-me de lhes escrever no sentido de me esclarecerem sobre esta questão dos antibióticos, com que todos os anos os criadores se debatem remetendo-lhes no passado dia 11 de Dezembro o e-mail que de seguida transcrevo:
Exm.ºs Senhores;
Pelo presente e como utilizador dos produtos Zoopan nos
meus canários venho solicitar-vos o favor de me indicarem concretamente quais os
produtos Zoopan utilizados na canaricultura que não são antibióticos, este
pedido tem a ver com o facto de não fazer sentido a administração de um
antibiótico numa ave sem sintomas de doença apenas como preventivo. Passe o
exagero da comparação é como um humano tomar um remédio para uma dor de dentes
sem a ter.
Pretendo proceder à desparatização interna dos meus
canários e o produto da Zoopan que me parece ser o mais eficaz é o Vermizoo no
entanto e como não tenho qualquer formação na área da medicina e/ou veterinária
não faço a menor ideia se o produto que refiro é ou não um antibiótico.
No ano transacto já utilizei a gama de produtos da Zoopan
pelo que agradeço se me indicarem então quais os, vossos produtos, que não são
antibióticos para o fim em vista; desparatização interna.
No meu blogue referi o ano passado o esquema que utilizei
para a preparação e criação que podem ver na secção Etiquetas, no ítem
Alimentação e Afins, localizado no lado direito do blogue
Desde já grato, sou,
Armindo Tavares.
Em resposta ao meu e-mail chegada em 5 de Janeiro
de 2011, e que devidamente autorizado transcrevo, diz o Exmo. Snr. Mário
Miraldo, do Zoopan, o seguinte:
"… Por motivos de força maior não me foi possível
responder às suas questões em tempo útil oportuno.
Não é para
nós normal dar uma resposta tão tardia a este tipo de questões e, por isso
apresento as minhas desculpas.
Espero que a
dedicação que tem dado aos nossos produtos não seja afectada por esta demora, o
que seria pena pois deixaria de utilizar produtos com garantia máxima de
qualidade.
Indo ás suas perguntas:
Quanto aos nossos produtos que são à base de
antibióticos, poderá encontrá-los no ficheiro anexado (Ornitofilia Brochura
técnica + Produtos) na pagina 6ª ou antepenúltima em PRODUTOS DE USO
VETERINÁRIOS-ZOOPAN. Dos produtos aí encontrados todos são à base de
antibióticos (curativos de doenças infecciosas provocadas por bactérias) e
anti-protozoários (e curativos à infestações/infecções provocadas por coccidias,
tricomonas, histomonas, balantídios, etc.). De todos os produtos da referida
página apenas dois não contém antibióticos e estes são o VERMIZOO que é um
desparasitante interno (parasitas do intestino, estômago e pulmões) e o
BRONCÓLIS que actua como broncodilatador, fluidificante da expectoração e
anticéptico das vias respiratórias. Portanto, como poderá verificar, os produtos
que contêm antibióticos são os seguintes anti-infecciosos e anti- protozoários:
MICORESP, COCCIMIR, ENROXINA, SALMOCÓLI, SULFAPRIME, TYLFUR e TRICOBACTER.
"… este pedido tem a ver com
o facto de não fazer sentido a administração de um antibiótico numa ave sem
sintomas de doença apenas como preventivo. Passe o exagero da comparação é como
um humano tomar um remédio para uma dor de dentes sem a ter…".
Esta é uma frase sua absolutamente correcta. A utilização de produtos preventivos de enfermidades só poderão ter algum sentido nos seguintes casos:
Esta é uma frase sua absolutamente correcta. A utilização de produtos preventivos de enfermidades só poderão ter algum sentido nos seguintes casos:
A) - Quando não se tem a possibilidade de
fazer uma quarentena completa, isto é, manter isoladas todas as
novas aves que se adquiriram no exterior e se pretende introduzir no aviário.
Numa quarentena, o tempo de isolamento mais adequado é, como o nome subentende,
de cerca de quarenta dias pois há doenças que se podem rebelar até esse período.
Só quando o tempo de isolamento (quarentena), não é utilizado correctamente
pelos ornitófilos (raramente usam o tempo recomendado) é que será necessário
fazer um "varrimento" ou limpeza preventiva, prática seguida por vários
ornitófilos, que consiste , básicamente , na administração (com doses
terapêuticas) de um produto de largo espectro de acção para as infecções
respiratórias (Micorresp ou Enroxina), um produtos de largo espectro de acção
contra os protozoários (Coccimir ou Sulfaprime e ou Tricobacter ) e um produto
de largo expectro de acção contra os vermes intestinais, estômago, traqueia e
pulmões (Vérmizoo).
B) - Quando o ornitófilo leva as aves para
exposições, uma vez que a exposição é sempre uma situação de forte
stress para as aves (manipulação, transporte, barulhos, agitação
ambiental e alta concentração bacteriana) que, se não estiverem com as defesas
orgânicas devidamente habilitadas ficam afectadas por bactérias que provocam
doênças que se vão revelar dias após regressarem ao aviário e contaminar todo o
bando residente. Nenhum ornitófilo
gosta de ser surpreendido com todo o aviário afectado com uma doênça infecciosa
quando sabe que pode fazer a prevenção tratando as aves que estiveram na
exposição antes de as juntar ao aviário.
Esquema
de tratamento utilizado e indicado no seu blogue (dou-lhe os
parabéns e desejo-lhe sucesso cada vez maior). Está dentro do que nós
recomendamos. Terá melhores resultados se utilizar muito mais vezes o BIO-SAC
(na papa) ou BIO-SAC WS (na água) pois, além de reforçar as defesas do organismo
contra as infecções bacterianas, vão manter sempre em estado óptimo o
eco-sistema digestivo que é muito importante para uma correcta absorção de todos
os nutrientes vitais. Há ornitófilos que dão o Bio-sac práticamente todos os
dias, com óptimos resultados…"
E pronto,
amigos, através desta resposta fica um pouco desmistificada a questão de se dar
ou não dar antibióticos às nossas aves na altura em que as começamos a preparar
para a época reprodutiva. Como digo no inicio do texto em equipa ganhadora não
se mexe pelo que cada criador deverá tirar as ilações que quiser desta prosa que
publico a titulo meramente informativo.
Blog muito bom!
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